Skip to content
  • Categorias

    Comércio e Varejo

    Explore soluções e tendências que estão transformando o comércio e o varejo.

    Evertec

    Conheça a Evertec e como suas soluções impulsionam o mercado financeiro.

    IA e Big Data

    Saiba mais sobre o mundo digital e aplicações de IA e Big Data no mercado.

    Meios de Pagamentos

    Descubra ferramentas e conceitos sobre os meios de pagamento.

    Regulamentação

    Fique por dentro das principais mudanças regulatórias do setor financeiro.

    Segurança

    Desvende o campo da cibersegurança e sua importância.

    Tech e Trends

    Acompanhe os principais debates do setor tecnológico e financeiro.

    Mais lidos

    01

    Pagamentos invisíveis: como o fim do checkout está transformando a experiência de compra 

    01

    No Chile, a confiança está se tornando parte essencial do sistema de pagamentos

    01

    Inclusão financeira: como alcançá-la de verdade?

    01

    Karla Cruz Jusino, CFO da Evertec, entre as Top 50 Women Leaders 2025

  • Colunistas
  • Recursos
  • Sobre nós
Globo PT-BR Seta
  • ES
  • EN
Regulação da Inteligência Artificial: Brasil, EU AI Act e o futuro da governança tecnológica
  1. Início
  2. Regulamentação
  3. Regulação da Inteligência Artificial: O Futuro em Construção 
Gabriel Pignat Gabriel Pignat
02 SEP 2025 7 MIN DE LEITURA

Regulação da Inteligência Artificial: O Futuro em Construção 

Entenda a regulação da inteligência artificial no Brasil e no mundo, seus riscos, impactos no mercado financeiro e oportunidades.

Compartilhar post
Compartilhar no LinkedIn Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no WhatsApp
Neste artigo:
0%

      Assine nossa newsletter!

      Inscreva-se

      A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma realidade presente no cotidiano. De assistentes virtuais a sistemas de recomendação, passando por diagnósticos médicos e decisões automatizadas em serviços públicos e privados, a IA está transformando a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos.  

      Essa revolução tecnológica, no entanto, traz consigo uma série de desafios éticos, sociais e jurídicos que exigem atenção imediata. Assim como a internet provocou uma profunda reconfiguração das estruturas sociais e legais, a IA impõe a necessidade de um novo arcabouço regulatório capaz de acompanhar sua velocidade e complexidade. 

      Por que regular a IA? 

      A regulação da IA é essencial para garantir que seu desenvolvimento e uso ocorram de forma ética, segura e transparente. Entre os principais motivos para regulamentar, destacam-se: 

      • Proteção de direitos fundamentais: Sistemas de IA podem afetar diretamente a vida das pessoas, influenciando decisões sobre crédito, saúde, segurança e trabalho. A regulação ajuda a evitar abusos e discriminações. 
      • Transparência e responsabilização: É fundamental que algoritmos sejam compreensíveis e auditáveis, permitindo que usuários e autoridades saibam como decisões automatizadas são tomadas. 
      • Fomento à inovação responsável: Um ambiente regulatório claro oferece segurança jurídica para empresas inovadoras, incentivando investimentos em soluções confiáveis e sustentáveis. 
      • Prevenção de riscos sistêmicos: A regulação permite identificar e mitigar riscos como viés algorítmico, falhas de segurança, uso indevido de dados e consequências não intencionais. 
      • Alinhamento com padrões internacionais: Estabelecer regras locais compatíveis com legislações como o EU AI Act posiciona o Brasil como protagonista na governança global da IA. 

      Partes envolvidas na cadeia de valor da IA 

      Para a regulação da IA é necessário compreender sua cadeia de valor, que envolve diferentes atores com responsabilidades complementares. Os principais envolvidos nessa cadeia incluem: 

      • Fornecedores de dados: São responsáveis por disponibilizar os dados que alimentam os sistemas de IA. A qualidade, diversidade e legalidade desses dados impactam diretamente o desempenho e a imparcialidade dos algoritmos. 
      • Desenvolvedores de algoritmos: Projetam os modelos de IA e definem como os dados serão processados. Devem adotar práticas de desenvolvimento ético, como testes de viés, validação contínua e documentação técnica acessível. 
      • Fabricantes de hardware e software: Criam as infraestruturas que suportam a execução dos sistemas de IA. Questões como eficiência, interoperabilidade e segurança cibernética são especialmente relevantes nesse ponto. 
      • Integradores de sistemas: Adaptam e implementam soluções de IA em contextos específicos, como empresas, governos ou plataformas digitais. São responsáveis por garantir que a IA funcione conforme os requisitos legais e operacionais do ambiente em que será usada. 
      • Usuários finais: Interagem diretamente com os sistemas de IA. Devem ser informados sobre os limites, objetivos e funcionamento da tecnologia, especialmente em aplicações sensíveis. 
      • Reguladores e formuladores de políticas públicas: Estabelecem normas, fiscalizam o cumprimento e promovem a governança da IA. Precisam atuar de forma coordenada com a sociedade civil, o setor privado e a academia para garantir uma regulação eficaz e adaptável. 

      Cada elo dessa cadeia pode ser afetado por diferentes exigências legais e éticas. A grande questão é como regular de forma eficaz e proporcional. 

      Regulação na Europa: EU AI Act 

      A União Europeia tem se destacado como líder global na regulação da inteligência artificial, com a criação do EU AI Act, aprovado em 2024. Trata-se da primeira legislação abrangente do mundo voltada exclusivamente para sistemas de IA, com foco em segurança, direitos fundamentais e inovação responsável. 

      O EU AI Act utiliza uma abordagem baseada em risco, que classifica os sistemas de IA conforme o grau de impacto. As categorias de risco são: 

      • Risco inaceitável: Sistemas que representam ameaça clara aos direitos fundamentais, como manipulação subliminar ou pontuação social, são proibidos.  
      • Alto risco: Inclui aplicações em áreas sensíveis como saúde, transporte, educação e segurança pública. Esses sistemas devem cumprir requisitos rigorosos de transparência, governança de dados, documentação técnica e supervisão humana. 
      • Risco limitado: Sistemas que interagem com humanos, como chatbots, devem informar claramente que são operados por IA, garantindo transparência mínima. 
      • Risco mínimo: Aplicações com baixo impacto, como filtros de spam ou recomendações de conteúdo, não estão sujeitas a exigências específicas. 

      Esse modelo europeu tem servido de referência para outros países, incluindo o Brasil, e reforça a importância de uma regulação que promova confiança, competitividade e proteção de direitos em escala global. 

      Regulação no Brasil 

      O Brasil tem avançado de forma significativa no debate sobre a regulação da inteligência artificial. O principal marco nesse processo é o Projeto de Lei nº 2.338/2023, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. Inspirado em modelos internacionais como o EU AI Act, o projeto propõe uma abordagem baseada em risco, com o objetivo de equilibrar inovação tecnológica e proteção de direitos fundamentais. 

      A classificação de risco prevista no PL segue uma lógica escalonada, que determina o nível de exigência regulatória conforme o potencial de impacto do sistema de IA: 

      • Risco excessivo: Sistemas considerados incompatíveis com os direitos fundamentais e a dignidade humana são proibidos. Exemplos incluem tecnologias de manipulação subliminar, identificação biométrica em tempo real em espaços públicos sem autorização legal, e sistemas de pontuação social. 
      • Risco alto: Aplicações que afetam áreas sensíveis, como saúde, educação, segurança pública, crédito e relações de trabalho, são permitidas, mas sujeitas a obrigações rigorosas. Entre elas: transparência sobre o funcionamento do sistema, documentação técnica detalhada, registros de operação, supervisão humana e mecanismos de contestação. 
      • Risco moderado ou baixo: Sistemas com menor impacto sobre direitos individuais estão sujeitos a exigências mais leves, como a obrigação de informar que se trata de uma IA, ou, em alguns casos, não estão sujeitos a regras específicas. 

      Além disso, o PL 2.338/2023 complementa a LGPD, reforçando a proteção de dados pessoais em sistemas automatizados; estabelece princípios de governança algorítmica, como explicabilidade, auditabilidade e supervisão; e prevê a atuação de autoridades reguladoras, com competências para fiscalizar, orientar e aplicar sanções. 

      O projeto é hoje o marco federal mais avançado sobre IA no país. Está em fase de avaliação aprofundada na Câmara, com apoio técnico da sociedade civil, mas também sob debates sobre impactos regulatórios e possíveis ajustes. Seu desfecho será crucial para posicionar o Brasil entre os países com legislação moderna e abrangente sobre IA, ao lado da União Europeia, China e Reino Unido 

      O que esperar? 

      A regulação da inteligência artificial está deixando de ser uma discussão teórica para se tornar uma realidade concreta em diversas jurisdições. O avanço do EU AI Act e a tramitação do PL nº 2.338/2023 no Brasil mostram que o mundo caminha para um novo padrão de governança tecnológica, baseado em risco, transparência e responsabilidade. 

      Compartilhar post
      Compartilhar no LinkedIn Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no WhatsApp
      Gabriel Pignat Gabriel Pignat
      02 SEP 2025 7 MIN DE LEITURA
      Conteúdos relacionados
      Acelerando o futuro: como a IA está revolucionando os pagamentos digitais na América Latina
      Evertec

      Acelerando o futuro: como a IA está revolucionando os pagamentos digitais na América Latina

      Evertec Trends Evertec Trends
      20 OCT 2025
      Torq Play 2026: inovação aberta, IA e a evolução contínua dos pagamentos no centro da agenda 
      Evertec

      Torq Play 2026: inovação aberta, IA e a evolução contínua dos pagamentos no centro da agenda 

      George Carvalho George Carvalho
      06 FEB 2026
      IA na gestão de crédito: como automatizar decisões com mais precisão e menos risco 
      IA e Big Data

      IA na gestão de crédito: como automatizar decisões com mais precisão e menos risco 

      Evertec Trends Evertec Trends
      30 APR 2026

      Assine nossa newsletter!

      Obtenha informações em primeira mão sobre as tendências do setor financeiro.

      Tecnologia financiera que potencializa o seu negócio

      Conteúdos
      • Tech e Trends
      • Evertec
      • Meios de Pagamentos
      • IA e Big Data
      • Regulamentação
      • Segurança
      • Comércio e Varejo
      • Tech e Trends
      • Evertec
      • Meios de Pagamentos
      • IA e Big Data
      • Regulamentação
      • Segurança
      • Comércio e Varejo
      Explorar
      • Colunistas
      • Recursos
      • Sobre nós
      • Política de Privacidade
      • Colunistas
      • Recursos
      • Sobre nós
      • Política de Privacidade

      Todos os direitos reservados

      Este site está registrado em wpml.org como um site de desenvolvimento. Você pode mudar para uma chave de site de produção para remove this banner.